Agorismo em Série: O Tamanho do Mercado Negro no Brasil

Taiane Copello
taiane.copello@gmail.com

Carioca, 22 anos, estudante de filosofia na UFRJ, escritora de artigos da Universidade Libertária, ex-coordenadora do projeto LibertaRio e do Grupo de Estudos Walter Block. Palestrou na Frente Libertária; publicou um artigo na Revista Pontes sobre filosofia austríaca; escreve monografia sobre Praxeologia; tem mais de dois mil e duzentos seguidores no twitter onde posta com frequência conteúdo libertário e demais temas que envolvam filosofia e economia.

No artigo anterior, compreendemos o que é e o tamanho do o mercado negro no mundo. No presente artigo, por outro lado, iremos entender o tamanho do mercado negro, especificamente, no Brasil. Nesse seguimento, apesar de mudar o tamanho do espaço que será avaliado, iremos levantar, e nos questionar, as mesmas perguntas que fizemos de antemão, que são: Quão relevante ela é? Será que ela realmente tem impacto na economia mundial?

Falando apenas de economia informal, no Brasil ela representa pelo menos 17% do PIB. Isso é o que as estimativas mais conservadoras demonstram, mas algumas estimativas, como as de um estudo do Fundo Monetário Internacional, o valor da economia informal no Brasil chega a mais de 35% do PIB brasileiro. E se somarmos outros setores, esse número pode ser maior ainda.

O mercado de drogas, por exemplo, se utilizarmos as mesmas estimativas com base nos dados da ONU, chegamos em um mercado de 20,3 bilhões de dólares por ano no Brasil. Isso representa mais de um por cento do PIB brasileiro.

Estimando o tamanho do mercado de prostituição, soma-se mais um bilhão de dólares. Apenas para comparação, a agricultura no Brasil representa 4,4% do PIB e a indústria automotiva representa 6%. Estamos dizendo que a contraeconomia no Brasil pode representar até 6 vezes o tamanho da indústria automotiva.

De novo, é muita coisa. Assim, dá para perceber que o Brasil não foge à regra. A contraeconomia é muito grande, faz parte do dia a dia das pessoas, é impossível
não conviver com ela todos os dias. É apenas mais uma prova, para os incrédulos, de que a economia e iniciativa privada individual em nada depende da existência do estado.

Além disso, foi mostrado como o mercado negro sobrevive muito bem, apesar do estado. E o mais importante, é a forma de sustento de milhões de pessoas em todo o mundo, todos os dias. Que mesmo com todas as tentativas de controle estatal, ela sempre sobrevive.

Portanto, chegamos à conclusão de que o mercado negro no Brasil possui um tamanho bem grande se levarmos em conta sua proibição. Resta o leitor refletir se a eficiência estatal é párea para as práticas de liberdade individual adotadas. E sempre que a demanda se manter constante, a oferta também será constante. E digo aqui demanda enquanto desejo, sem a pressuposição econômica dela enquanto na lei da oferta e da demanda, como uma capacidade posta em funcionamento, embora essa seja aplicada quando necessária no mercado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

KONKIN, Samuel. O Manifesto do Novo Libertário. Artigo publicado pela Libertyzine. 16 de março de 2017.

Agorismo: Liberdade Na Prática. Roteiro. Curso da Universidade Libertária. Sessão 1: Introdução; Sessão 2: O Que É O Agorismo?

Pesquisa: “O Tamanho do Mercado Negro”, em 15 de fevereiro de 2021. Acesso em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado Negro.


Sem comentários

Deixe seu comentário