O Grito de Liberdade nos Gramados – Uma análise socio-econômica sobre o futebol

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INTRODUÇÃO

O futebol é uma das mais valiosas formas de expressão cultural que a humanidade já produziu. Este esporte que conquistou o mundo por sua simplicidade e sua facilidade em ser praticado, revelou-se, no decorrer de sua ainda curta história, ser um poderoso meio de transmissão de ideologias e diretrizes políticas. Entende-se o esporte como fenômeno social de extrema relevância para a compreensão da História contemporânea.

O futebol vem passando por transformações e ganhando importância no cenário econômico e político desde a primeira metade do século XX. É certo que os primeiros estudantes ingleses e posteriormente os operários que contribuíram de forma significativa para a difusão do esporte em todo mundo, não esperavam que um dia o futebol pudesse se tornar o maior fenômeno de entretenimento mundial, muito menos esperar que esse desporto viesse a servir para difundir a política de um país. Ao longo de sua curta história oficial, o futebol manteve uma estreita relação com a política, variando de intensidade de acordo os momentos históricos e os lugares.

O futebol não se encontra descolado da sociedade, ao contrário, interage de forma marcante nessa. Assim, a burocratização, o autoritarismo e a censura imposta pelos regimes na sociedade encontraram no futebol uma arma de manipulação política. Conforme teorizou Roberto DaMatta, a política se constrói mediante cerimoniais ritualizados cotidianamente nas sociedades. Assim, elementos dramáticos como futebol, o carnaval e as procissões religiosas são extremamente importantes para a concretização de determinados governos e projetos políticos (DAMATTA, 1983, p. 27).

Visto isso, infere-se que o futebol é usado como arma política, de modo que há uma tentativa de impor certos pensamentos ou culturas, para que a ideologia estatista e políticos perpetuem no poder coercitivo. Nessa continuidade, este artigo pretende demonstrar, por meio de exemplos históricos, como o estado* utiliza e utilizou esse esporte como forma de manipulação ideológica, atentando contra a liberdade humana.

I. O FUTEBOL COMO ARMA POLÍTICA

I.I. O FUTEBOL NA ITÁLIA FASCISTA

Antes do começo da 2° Guerra Mundial, no momento de fragilidade na Europa, o fascismo de Mussolini utilizou o futebol tanto como propaganda de estado, como forma de controle. O ditador realizou várias interferências no futebol italiano entre os anos 1927 e 1938, transformando nomes de equipes, fundindo sociedades esportivas, mudando regras de campeonatos, fraudando a arbitragem e até mesmo obrigando times a jogarem com uniformes que carregassem os símbolos fascistas.

IMAGEM 1: CAMISA E BRASÃO UTILIZADOS PELA SELEÇÃO ITALIANA NA COPA DE 1938

A Itália de Mussolini foi campeã mundial por 2 vezes consecutivas, nos anos de 1934 e 1938, e este feito era utilizado por ele para mostrar a forma do estado Fascista Italiano. A copa de 1938 foi realizada na Itália, e Mussolini buscou mostrar para todo o mundo a força de seu país, investindo pesado na organização da competição e no treinamento dos jogadores que atuariam pela Azzura, apelido da seleção italiana, devido a jogar com o uniforme azul. Mesmo com a tradição de vestirem-se de azul, Mussolini obrigou os jogadores da Azzura a jogarem de preto, pois esta era a cor que simbolizava o regime. Evidenciando o plano Fascista:

Tais elementos identificam e congregam todos os italianos como um povo único e distinto de todos os outros no mundo, unido por mentes em uma única ideologia (Fascismo) e braços fortes para a reconstrução e crescimento da Itália. (FILHO, 2011, p. 79).

IMAGEM 2: SELEÇÃO ITALIANA FAZ SAUDAÇÃO FASCISTA

E foi jogando de preto e cumprimentando Mussolini, que estava presente na tribuna de todos os jogos da seleção, que os jogadores conquistaram o bicampeonato mundial para a Itália. Muitos jogadores que saudaram Mussolini, anos depois estavam lutando contra ele quando explodiu a 2° guerra mundial. “Tudo no estado, nada contra o estado” (MUSSOLINI apud TOGLIATTI, 1978, p. 24). [1].

I.II. O FUTEBOL NA ALEMANHA NAZISTA

Hitler também buscou utilizar o futebol como forma de propaganda de sua ideologia nazista. O estado Nazista, na tentativa de comprovar a superioridade da raça ariana sobre as demais, realizou vários investimentos na área dos esportes, tentando formar super atletas, que fossem imbatíveis em qualquer modalidade esportiva. Hitler interferiu nos campeonatos locais dos países que eram ocupados pela Alemanha Nazista, buscou exterminar os judeus que atuavam em equipes alemãs, dissolveu equipes e campeonatos que oferecessem risco a sua ideologia e fomentou a formação de equipes de futebol ligadas às forças armadas da Alemanha. Quando Hitler anexou a Áustria, dissolveu a seleção nacional, que era favorita para jogar a Copa do Mundo de 38, anexando os melhores jogadores a equipe nazista. Alguns jogadores austríacos, como Sindelar, que era o craque da equipe, eram antinazistas e se recusaram a defender a equipe nazista alegando vários motivos como lesões, deficiência técnica e debilidade física. Sindelar e sua mulher que era judia foram encontrados mortos por asfixia, e não se sabe se foram mortos pela polícia nazista ou se cometeram o suicídio devido à perseguição pela polícia alemã [2].

IMAGEM 2: SELEÇÃO ALEMÃ COM JOGADORES AUSTRÍACOS FAZENDO SAUDAÇÃO NAZISTA

I.III. O FUTEBOL NO ESTADO NOVO

Não foi somente na Europa que o futebol manteve uma estreita relação com os regimes autoritários. Como ato comum aos governos mais totalitários, a Era Vargas também utilizou o futebol como arma política, visando alcançar o projeto de construção de um “novo homem”:

O grande projeto político a ser materializado no estado Novo, iniciado com a Revolução de 1930, tinha como núcleo central a construção da nacionalidade e a valorização da brasilidade, o que vale dizer, a afirmação da identidade nacional brasileira […] Estava em questão a identidade do trabalhador, a construção de um homem novo para um estado que se pretendia novo, e incluía-se igualmente nesta pauta a delimitação do que seria aceito como nacional e, por contraste, o que seria considerado estrangeiro, estranho, ameaçador. Ambicioso e extenso, o projeto estado-novista deveria orientar todas as iniciativas do estado dirigidas à sua própria construção e à construção da sociedade (BOMENY, 1999, p. 151).

Para cumprir a ousada missão foram implantadas várias reformas técnicas e criadas inúmeras propagandas para incutir nos habitantes do país a noção de pertencimento, unidade e identidade nacional. Assim, todos os elementos ligados ao regionalismo, como as crenças populares, ideias separatistas e exaltação da diferença social e econômica entre as diferentes regiões da federação foram severamente combatidos pelo estado Novo.

IMAGEM 3: GETÚLIO VARGAS ACENA PARA O PÚBLICO DURANTE A INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO DO PACAEMBU

Houve, durante a Era Vargas, um esforço para consolidar o futebol como esporte nacional e instrumento político, já que isso poderia ajudar a concretizar o projeto de construir uma nação ordenada e disciplinada. Mas, apesar de o estado Novo – período de 1937 a 1945, em que Vargas impôs um governo autoritário – tentar concretizar o seu projeto de construir uma nação dentro dos padrões impostos pelo governo com o futebol, haviam muitos aspectos do esporte que enfrentavam esse plano, pelo fato do futebol brasileiro ter um estilo individualista e que preza a plasticidade das jogadas. Além disso, a própria população brasileira indiretamente se manifestava contra a ideologia deste pelo esporte. A valorização do estilo individualista foi uma dessas marcas.

Haviam também o destacamento da disputa regional que tinha na época entre o Rio de Janeiro e São Paulo. A rivalidade entre os estados para decidir quem era melhor no futebol era tão grande que até os jornais na época trocavam ofensas quando havia jogo entre um time do Rio e outro de São Paulo. E essa rivalidade prejudicava a ideia de união nacional do estado Novo. [3]

I.IV. O FUTEBOL NO GOVERNO MILITAR

Após a queda de João Goulart, em março de 1964, a nova ordem estreitou as relações com o futebol e mudou os rumos do esporte no Brasil. O episódio que melhor simboliza esta questão é a conquista da Copa de 1970 realizada no México. A medida que se aproximava a Copa do Mundo de 1970, o estado brasileiro buscou se aproximar e aumentar sua interação com o futebol, na tentativa de utilizá-lo como propaganda para o Governo Militar. Durante as eliminatórias da copa de 70, o técnico da seleção brasileira era o jornalista comunista João Saldanha, que era admirado pelo próprio presidente Médici, devido ao seu desempenho pela seleção. Mas, devido a sua orientação política e por não aceitar a intervenção do governo na seleção, Saldanha é demitido e Zagallo é posto em seu lugar. Com Zagallo no comando da seleção, os militares tiveram ampla liberdade para participar da comissão que iria para o México disputar a Copa do Mundo. Com a conquista do mundial, os militares utilizaram a seleção para fortalecer a propaganda do estado brasileiro perante o mundo e também para controlar os sentimentos dos brasileiros descontentes com o regime. O governo explorou a vitória brasileira, potencializando a ideia da “unidade da diversidade” no país. E foi neste mesmo período que foi criada a famosa propaganda do estado Militar: “Brasil, ame-o ou deixe-o.”, tentando buscar uma unidade e um sentimento de pertencimento a nação entre os brasileiros [4].

Médici, um apaixonado por futebol, realmente escorou-se na conquista do tricampeonato no México para alimentar a retórica do estado nacional-desenvolvimentista, mas esta utilização não pode empanar outros importantes fatores em jogo: é preciso questionar, por exemplo, se os resultados dessa política teriam sido satisfatórios […] se o movimento ufanista que se seguiu à conquista já não estava em gestação, faltando-lhe a ignição que a Copa proporcionou; e, enfim, se as massas que foram às ruas festejar a vitória no México não estavam aproveitando a situação para um “desabafo” que a máquina da repressão impediria em qualquer outra circunstância – ou seja, […] os brasileiros que festejaram a conquista de 70 talvez não estivessem tão alheios ao que se passava no Brasil de Médici (GUTERMAN, 2004, p.276).

IMAGEM 4: PRESIDENTE MÉDICI ERGUE A TAÇA DA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL

II. AS REGULAMENTAÇÕES NO FUTEBOL

É evidente, na história brasileira, a intervenção estatal no futebol brasileiro; mesmo há décadas atrás, já era possível notar o estado regulamentando alguns atos internos, sejam estes relacionados a transferências de jogadores ou normas mínimas dos clubes.

Com o crescimento do futebol no Brasil surgiram, durante a era Vargas, as primeiras intervenções estatais, tendo como objeto as negociações de jogadores entre clubes e a profissionalização dos atletas. A primeira regulamentação foi um decreto emitido pelo Estado Novo, no qual se determinava que as transferências entre atletas e clubes fossem realizadas em determinados padrões, deixando o governo a critério dos clubes a adoção ou não do mandato.

Tal fato impactou no mercado de jogadores nos anos 30, em que antes do decreto existia uma flexibilidade maior nas transferências entre clubes e jogadores, possibilitando-lhes permanecer no clube de seu interesse com as condições que sua liberdade contratual permitisse – liberalidade contratual essa estipulada antes da transferência do jogador ao clube, garantindo mais liberdade no âmbito dos contratos e consequentemente em sua adaptação. Se antes da regulamentação imperavam o livre mercado e a liberdade contratual, após as regulamentações tudo mudou, tendo o termo “profissionalização” sido adotado a partir de então. Deu-se, em 1933, o primeiro registro dos novos termos que regeriam o futebol brasileiro.

Outro acontecimento significativo dessa intervenção do estado nas questões desportivas foi o Decreto-Lei nº 3.199, de 14 de abril de 1941, que estabeleceu as bases de organização dos desportos no país. Juntamente a este, foi criado o Conselho Nacional de Desportos (CND), subordinado ao Ministério da Educação e Saúde, o qual teria como finalidade orientar, fiscalizar e incentivar a prática de todos os desportos no Brasil. O conselho era composto por nove membros, nomeados pelo presidente da república. O ponto mais relevante deste decreto de lei não foi a criação do CND, apesar de sua importância nas relações futuras entre o desporto e o estado; mas sim a criação dos segmentos que seriam obrigatórios para todos os esportes. Essa lei montou uma pirâmide institucional, tendo em sua base clubes de prática desportiva, ligas e entidades de base. Acima deles, no âmbito dos estados, agregando as entidades de prática por ramo desportivo, encontravam-se as federações. Mais acima, reunindo as federações em todo o país, estavam as confederações que, ligadas diretamente ao CND, eram as entidades máximas de direção dos desportos nacionais (BRASIL, 1941).

Ademais, a regulamentação interferiu na relação privada, determinando os termos mínimos de contratação. O clube então deve, mesmo após o encerramento do contrato, pagar o valor ao jogador, impedindo a transferência do atleta para outros clubes. Assim, passa a ser necessário o pagamento do valor ao clube detentor do “passe”, não havendo mais contrato vigente entre as partes. O mínimo detalhe dessas transações, a quantia do “passe”, não era estipulado pelas partes (clube e jogador); era um ato unilateral, onde o jogador era obrigado a se filiar à instituição que lhe pagaria um valor fixo, tendo sido vedado ir para outra de livre e espontânea vontade, limitando a liberdade contratual [5].

III. A PROBLEMÁTICA DA INTERVENÇÃO ESTATAL NO FUTEBOL: UMA ANÁLISE SÓCIO-ECONÔMICA

Sabe-se que a cultura é o pilar de uma sociedade e molda as pessoas. A cultura possui funções de significação no sentido de sua capacidade para elaborar experiências contingenciais. Ela é, de certo modo, uma forma de reação antropológica ancorada no homem, pois se baseia no histórico ou na experiência de vida pessoal (ALMEIDA; PAGLIARIN, 2019). Tem-se, também, que o futebol é um jogo que emociona multidões, ocupando em nossa cultura a função de esporte nacional que nos levou já muitas vezes à consagração internacional (WITTER, 2003, p.163). Visto a importância do futebol e a vontade de perpetuação de poder estatista, conclui-se que o futebol é usado como arma política e de manipulação cultural, já que o estado detém o poder coercitivo dos vínculos hegemônicos. “A tirania subtrai-vos toda e qualquer liberdade de agir, de falar e quase de pensar” (LA BOÉTIE, 1997, p.16); isso porque:

No estado hegemônico, não há direito nem lei; só existem ordens e regulamentos que o diretor pode mudar diariamente e aplicar tão discriminadamente quanto queira, e às quais os tutelados devem obedecer. Os tutelados só têm uma liberdade: obedecer sem fazer perguntas (MISES, 2010, p.245).

No que tangencia a intervenção econômica estatal, sabe-se que como consequência disso há a criação de uma artificialidade no mercado, diminuindo as trocas entre os clubes, e a qualidade dos campeonatos; de modo conseguinte piorando a diversidade de oportunidades, e minando o esporte que, até agora, representa a festividade cultural de uma sociedade; devido a impossibilidade de:

elaborar uma fórmula de previsão que utilize a concepção de causas eficientes intemporais que nos tornaria capaz de prever cientificamente alterações na demanda por moeda. A demanda por moeda depende necessariamente do futuro estado de conhecimento das pessoas, e conhecimentos futuros são imprevisíveis. E, portanto, o conhecimento praxeológico tem uma utilidade para previsões bastante limitadas (HOPPE, 2010, p.39).

e, ao regulamentar a situação empregatícia e dos salários, o salário mínimo não só faz a “manutenção” do desemprego como impossibilita que os salários aumentem também:

Salários reais só podem aumentar, mantidas inalteradas as demais circunstâncias, na medida em que o capital se torne mais abundante. Se o governo ou os sindicatos conseguem forçar salários superiores aos que teriam sido estabelecidos pelo mercado de trabalho não obstruído. A oferta de trabalho excede a sua demanda. Surge o desemprego institucional (MISES, 2010, p.877-878).

ainda, como efeito das regulações, sabe-se que:

Se só as circunstâncias do mercado podem determinar os preços, estes não podem ser manipulados ao sabor da compulsão governamental. Um decreto do governo é apenas um dado a mais para ser processado pelo funcionamento do mercado; não produz, necessariamente, os resultados que o governo desejava obter ao recorrer a ele. Pode ocorrer que o resultado final da interferência seja, do ponto de vista das próprias intenções do governo, ainda mais indesejável do que a situação existente que o governo pretendia alterar. […] tal interferência produz resultados que são o oposto dos pretendidos; que a situação piora, em vez de melhorar, do próprio ponto de vista do governo e dos que apoiam suas medidas intervencionistas. Antes da intervenção, o governo considerava os preços de alguns bens muito altos. Como resultado do tabelamento, a oferta desses bens diminui ou desaparece completamente. O governo interfere porque considera que essas mercadorias são de primeira necessidade, são indispensáveis. Mas sua ação reduz a quantidade disponível. É, portanto, do próprio ponto de vista do governo, absurda e contraditória (MISES, 2010, p.862, 866).

NOTAS DO AUTOR

*Optou-se pela grafia “estado” com letra “e” minúscula, embora a norma culta sugira a grafia “Estado”. Neste sentido, a revista Veja argumentou que: […] se povo, sociedade, indivíduo, pessoa, liberdade, instituições e justiça são escritas com minúscula, não há razão para escrever estado com maiúscula […] Os povos de língua inglesa […] não consideram uma dádiva do estado o direito à boa vida material sem esforço. Grafam ‘state’. Com maiúscula, estado simboliza uma visão de mundo distorcida, de dependência do poder central, de fé cega e irracional na força superior de um ente capaz de conduzir os destinos de cada uma das pessoas (VEJA, 2007, ed. 1999, p. 9).

Ademais, foi elucidado no livro “Democracia, O Deus Que Falhou” pelo editor: A justificativa de que a maiúscula tem o objetivo de diferenciar a acepção em questão da acepção de “condição” ou “situação” não convence. São raros os vocábulos que possuem somente um único significado, e ainda assim o contexto permite a compreensão e a diferenciação dos significados. […] o editor considera que grafar estado é uma pequena contribuição para a demolição da noção disfuncional de que o estado é uma entidade que está acima dos indivíduos (HOPPE, 2014, p. 9).

As ideias supracitadas estão de acordo com as opiniões do autor deste artigo. (ALMEIDA; PAGLIARIN, 2019)

FONTES

[1] CLEZAR, Mateus de Souza. Futebol e Fascismo: Como o Fascismo Italiano se manifestou no Calcio. 2015. 63 f. Artigo (Trabalho de Conclusão de Graduação) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH, UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

[2] ROLLING STONES. Matthias Sindelar, um dos motivos pelos quais Adolf Hitler invadiu e anexou a Áustria em 1938. Disponível em:
<https://rollingstone.uol.com.br/edicao/edicao-89/o-craque-imortal>. Aceso em 16 mar. 2019.

[3] PARDINI, Melina Nóbrega Miranda. Futebol e o Projeto de Unidade Nacional no estado Novo. X Simpósio Internacional, Campinas, p. 9, abr. 2007.

PARDINI, Melina Nóbrega Miranda. A Narrativa da ordem e a voz da Multidão:
O Futebol na imprensa durante o estado Novo (1937-1945). 2009. 236 f. Artigo (Trabalho de Pós-graduação) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, Universidade de São Paulo, São Paulo.

[4] GUTERMAN, Marcos. Médici e o Futebol: a utilização do esporte mais popular do Brasil pelo governo mais brutal do Regime Militar. Revista Cultura e Poder: O Golpe de 1964 – 40 anos depois, São Paulo, v. 29, n. 01, jul./dez. 2004.

[5] INSTITUTO LIBERAL. Por que a intervenção estatal atrapalha o futebol. Disponível em:
<https://www.institutoliberal.org.br/blog/por-que-a-intervencao-estatal-atrapalha-o-futebol/>. Acesso em 16 mar. 2019.

REFERÊNCIAS DAS IMAGENS

IMAGEM 1 – MONTAGEM DO AUTOR

https://mantosdofutebol.com.br/2015/10/camisa-preta-italia-1938/

IMAGEM 2

https://trivela.com.br/wp-content/uploads/2015/04/azzurra.jpg

IMAGEM 3
https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6013a32b/21026687_RKjKL.jpeg

IMAGEM 4
http://www.alambrado.net/wp-content/uploads/2015/08/foto2_pacaembu.jpg

IMAGEM 5
https://m.trivela.com.br/wp-content/uploads/2014/03/Copa-1970_Medici-com-a-taça-540×305.jpg

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Mateus. PAGLIARIN, Joana. Manifesto contra os liberteens. IN: Gazeta Libertária. Disponível em:
<https://gazetalibertaria.wordpress.com/2019/03/10/manifesto-contra-o-liberteen/> Acesso em 17 mar. 2019.

BOMENY, Helena M. B. Três decretos e um ministério: a propósito da Educação no Estado Novo. IN: IN: PANDOLFI, Dulce (Org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getulio Vargas, 1999.

BRASIL. Decreto nº 3.199, de 14 de abril de 1941. Estabelece as bases de organização dos desportos em todo o pais. Diário Oficial, Rio de Janeiro, RJ, 14 abr. 1941

CLEZAR, Mateus de Souza. Futebol e Fascismo: Como o Fascismo Italiano se manifestou no Calcio. 2015. 63 f. Artigo (Trabalho de Conclusão de Graduação) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH, UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

DAMATTA. Roberto. Carnavais, malandros e heróis. Para uma sociologia do dilema brasileiro. 4º ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983.

FILHO, Rafael M. I. Os discursos de Benito Mussolini: uma proposta de construção da identidade cultural italiana. Rio de Janeiro: UFRJ, 2011.

GUTERMAN, Marcos. Médici e o Futebol: a utilização do esporte mais popular do Brasil pelo governo mais brutal do Regime Militar. Revista Cultura e Poder: O Golpe de 1964 – 40 anos depois, São Paulo, v. 29, n. 01, jul./dez. 2004.

HOPPE, Hans-Hermann. A Ciência Econômica e o Método Austríaco. São Paulo : Instituto Ludwig von Mises, 2010.

HOPPE, Hans-Hermann. Democracia: o deus que falhou. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises, 2014.

INSTITUTO LIBERAL. Por que a intervenção estatal atrapalha o futebol. Disponível em:
<https://www.institutoliberal.org.br/blog/por-que-a-intervencao-estatal-atrapalha-o-futebol/>. Acesso em 16 mar. 2019.

LA BOÉTIE, Étienne de. Discurso da servidão voluntária. São Paulo: Brasiliense, 1997.

MISES, Ludwig von. Ação Humana. São Paulo: Instituto Ludwig von Mises, 2010.

PARDINI, Melina Nóbrega Miranda. A Narrativa da ordem e a voz da Multidão: O Futebol na imprensa durante o estado Novo (1937-1945). 2009. 236 f. Artigo (Trabalho de Pós-graduação) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, Universidade de São Paulo, São Paulo.

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THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. Petrópolis: Vozes, 1995.

VEJA, Revista. Carta ao leitor. Revista Veja, São Paulo, ed. 1999, ano 40, n. 10, 14 mar. 2007.

WITTER, J. S. Futebol – Um fenômeno universal do século XX. Revista USP, n. 18, 03 ago. 2003.

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One thought on “O Grito de Liberdade nos Gramados – Uma análise socio-econômica sobre o futebol”

  1. Agora é esperar e torcer, para que os clubes possam adotar o modelo de empresa, mas mesmo assim o estado vai roubar os clubes… saudações tricolores (spfc).

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