Libertarianismo simplificado

Qualidade Alta
  • Ética Argumentativa
  • Direito Libertário
  • Direito de Família
  • Aborto

São só alguns dos assuntos que espantalharam pesadamente em prol de uma narrativa que parecesse atrativa pra gente que deveria estar o mais longe possível do movimento.

Simplificando conceitos, banalizando conclusões, encurtando as ideias. Acho que não ficou claro, o libertarianismo, as verdadeiras ideias libertárias são intrinsecamente humanas, suas conclusões são simples e profundamente ligadas a forma como estabelecemos as mais óbvias das afirmações sobre nós mesmos, qualquer coisa que não o seja provavelmente é mera narrativa.

Eu sou dono de mim mesmo.

Eu sou dono daquilo que eu for o primeiro a juntar meu trabalho com, enquanto eu usar, delimitar e proteger.

Quando eu argumento sobre ter coisas, eu não me considero uma coisa que se possa ter, eu não sou uma coisa, eu sou um possível dono de coisas.

Negar que eu possa ser um dono de coisas é dizer que eu sou uma coisa para o qual possa haver um dono. Pessoas não tem donos.

Eu não debato com coisas sobre ter coisas.

Aquele com quem eu debato é um dono de coisas.

Fetos são futuras pessoas. Você não é dona do feto.

Fetos não surgem do nada, eles surgem da ação com propósito de alguém.

Crianças não surgem do nada, elas surgem da ação com propósito de alguém.

Sou responsável pelos meus atos e pelos efeitos que eles venham a causar no mundo.

Sou responsável por causar o nascimento de alguém? Então sou responsável por essa pessoa até que ela possa ser responsável por seus atos.

Eu só sou responsável por aquilo que eu QUIS causar, sem intenção não há responsabilidade.

Contratos são voluntários.

Contratos são sobre DAR ALGO E/OU FAZER/NÃO FAZER ALGO. Sem isso, não é contrato.

Senão cumprir o contrato por bem, o contrato se cumprirá pela força.

Consentimento importa.

Fraude não é simples mentira, fraude é enganar alguém com prejuízo.

Você não é dono daquilo que não é capaz de delimitar. Ideias não são delimitáveis.

Ameaça é sobre eu decidir como seu corpo ou as suas coisas estarão sem que eu seja dono delas.

Calúnia é sobre eu dar a você uma alcunha de criminoso sem que você o seja.

Desde que você não pratique calúnia ou ameace alguém, você é livre para dizer o que quiser.

O estado é um bando de gente tentando te dizer o que você deve fazer sem serem donos de você ou de suas coisas.

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3 reflexões sobre “Libertarianismo simplificado”

  1. “Eu só sou responsável por aquilo que eu QUIS causar, sem intenção não há responsabilidade.”
    E em caso de estupro que não há intenção?

  2. Como calúnia seria crime? Já ouvi pessoas dizerem que isto constitui uma fraude. A definição de fraude exposta aqui (“fraude não é simples mentira, fraude é enganar alguém com prejuízo) poderia se aplicar para casos de difamação também, algo que eu não concordo pois ninguém possui a propriedade de sua reputação. Se não se aplica, por que não?

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