Municipalismo é Ancapistão

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A instauração do municipalismo, pode ser facilmente alcançada e dessa maneira, representa a inevitável destruição do estado a longo prazo, por conta da concorrência absoluta entre cidades, promove o livre mercado automaticamente e, por consequência, provar na prática que a liberdade econômica é sempre melhor que o monopólio estatal, destruindo as desculpas que o Leviatã usa para se perpetuar.

Concorrência Intermunicipal

O estado só consegue se sobrepor às forças da livre concorrência se for organizado de maneira centralizada, de modo que lobistas não tenham que comprar políticos demais para criar leis a favor de mais regulamentação, imposto e burocracia, objetivando oligopolizar e cartelizar o mercado.

Imagine se os empresários corporativistas tivessem que comprar políticos de cidade em cidade para implementar a livre concorrência? Ficaria mais caro o molho que o peixe! Ademais, mesmo a corrupção local seria dificultada, pois empresas prejudicadas, que são a grande maioria, migrariam para cidades vizinhas mais amigáveis ao livre comércio de maneira muito mais fácil que a alternativa atual, que é mudar de país.

A concorrência absoluta de cidades por empresas premia municípios com menos entraves econômicos e pune os que optam por uma política mais estatizante. Sendo assim, a única maneira de aumentar a arrecadação de impostos é o crescimento econômico através do livre mercado. Portanto, o municipalismo faz com que o estado se submeta às forças de mercado, invertendo sua tendência de agigantamento para minimização.

Quebra de Narrativas

Se a produção de veículos fosse um monopólio estatal e propuséssemos a privatização e desregulamentação, a maioria da população seria contra, por nunca terem vivenciado o livre mercado na produção de carros. Os contrários à desestatização perguntariam sobre os preços, quais empresas iriam atuar, quais seriam os padrões de qualidade e assim por diante.

Para alcançar a completa privatização de um setor econômico, teríamos que ensinar os fundamentos do livre mercado para o grosso da população. Seria um trabalho hercúleo, praticamente impossível. No entanto, no municipalismo as narrativas estatais são derrubadas na prática.

O Fim

O estado só existe porque impede o mercado de atender todas as demandas, como no exemplo da produção de veículos. Porém, com a concorrência intermunicipal promovendo o livre mercado automaticamente, o monopólio de governo se dissolverá com o tempo e desaparecerá quando a iniciativa privada passar a atuar também no provimento de justiça e segurança.

Mesmo que não seja necessário, combater o estatismo num sistema descentralizado, podemos acelerar o processo de dissolução do estado. No municipalismo, será muito mais fácil convencer leigos ao livre mercado, por provar seu valor na prática pela concorrência intermunicipal. A contra-economia também será grandemente beneficiada, visto que não haverá uma moeda estatal nacional, promovendo o uso de moedas privadas.

A Causa

Toda causa precisa de um bom nome para se propagar. Seria um grave erro adotarmos apenas o termo municipalismo, por já ter vários significados. Como minha proposta municipalista é sobre a forma de estado, é natural adotarmos o nome municipalismo formal, aproveitando esse trocadilho pretensioso, que passa a impressão de que as outras propostas municipalistas não devem ser levadas a sério por serem informais.

Tendo um bom nome, proponho que levantemos a TAG #municipalismoFormal no Twitter, sempre acompanhada com o link para esse texto.

Não é Secessão

Caso não tenha ficado claro no texto do link referenciado no início, essa proposta não se trata de secessão. Uma proposta separatista com uma população nacionalista e que não sabe distinguir estado de nação, seria um erro terrível, matando-a antes mesmo de nascer. Minha proposta não contempla um governo federal, pois somente municípios poderiam criar e aplicar leis, mas propõe um órgão representativo, só para continuarmos a ser o mesmo país.

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