Sobe número de mortos nos protestos do Chile

Pílulas Vermelhas

Desde sexta-feira (18), uma onda de protestos violentos deixou 11 mortos e 1.462 detidos no país. Violência do Estado contra a população é intensa.

O metrô, que transporta diariamente quase 3 milhões de pessoas, estava fechado desde sexta, depois que 78 estações e trens sofreram ataques durante as manifestações que começaram por causa do aumento nas tarifas. A empresa estatal que administra o sistema avalia que o prejuízo deve chegar a mais de 300 milhões de dólares. O funcionamento voltou parcialmente após o toque de recolher (absurdo) que vigorou em várias regiões das 20h de domingo (20) às 6h desta segunda.

O general Javier Iturriaga, responsável pelo estado de emergência decretado no país, declarou que houve um “despertar lento, com calma” após o fim do toque de recolher, que vigorou na região metropolitana de Santiago, Valparaíso, Coquimbo, Biobío e Antofagasta.

O centro de Santiago está cheio de marcas dos protestos: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e destroços nas ruas. Quarenta e oito cidades suspenderam as aulas nesta segunda.

Protestos liderados por estudantes contrários a um aumento de tarifa no transporte público começaram duas semanas atrás, porém se tornaram mais violentos na sexta-feira. Piñera reverteu a medida e declarou um estado de emergência. No entanto, a medida não acalmou os manifestantes e continuaram nas ruas com gritos de “basta de abusos” e com o lema “Chile acordou”.

Fonte: G1.

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