Frédéric Bastiat

Pensadores da Liberdade

Frédéric Bastiat foi um economista e jornalista francês do século XIX. Seus textos são de uma clareza impressionante, até mesmo os mais leigos conseguiam entender sua mensagem com facilidade. 

Um grande defensor da liberdade e da propriedade privada.

com certeza você já ouviu alguma de suas famosas frases, como “O estado é a grande ficção através da da qual todos se esforçam para viver as custas dos demais”

Seu primeiro artigo foi uma crítica a negociantes que pediam a eliminação de tarifas sobre produtos agrícolas, mas mantivesse sobre os bens manufaturados.

Começou a escrever sobre economia tardiamente, para combater a expansão do socialismo em sua época.

Contemporâneo de Marx e Proudhon, teve discussões acaloradas com esses dois dos mais famosos socialistas. Em poucas palavras ele explicou o que eles queriam de verdade:

“isso é o que chamam de fraternidade: vocês tem produzido; eu não tenho nada; somos companheiros; vamos compartilhar. Você já possui algo; eu não possuo nada; somos irmãos; vamos compartilhar”

era tão claro e direto que foi acusado por seus adversário de ser apenas um panfletário

mas isso não pode estar mais longe da verdade. Seus textos, apesar de diretos ao ponto, explicam conceitos muito complexos, como por exemplo a forma de organização social do livre mercado.

Conceitos que muitos economistas não conseguem explicar com clareza, se escondendo atrás de seus gráficos e modelos que, convenhamos, nada ajudam a entender a realidade.
 
Famoso pelas parábolas, muito simples de se entender e sempre com uma pitada de ironia. Você já deve ter ouvido a parábola da petição, em que Bastiat escreve uma carta à câmera dos deputados como se fosse os fabricantes de vela pedindo para proteger eles de um concorrente desleal que oferece a luz de forma gratuita: o Sol.

Outra parábola famosa é a da Vidraça Quebrada:

O terrível filho de João da Silva quebrou uma vidraça. Dos mais de trinta presentes, a opinião foi unânime: “Isso foi bom! O que seria dos vidraceiros, se os vidros nunca quebrassem?”. Se para consertar uma vidraça custa seis francos, são seis francos nas mãos da indústria de vidro!
Mas isso é apenas o efeito imediato. É O QUE SE VÊ.
Mas, se João da Silva (em francês: “Jacques Bonhomme”) não tivesse que gastar com uma vidraça quebrada, poderia comprar um novo par de sapatos. Poderia comprar novos livros, um novo paletó (e ainda teria sua vidraça!). É O QUE NÃO SE VÊ.
O mau economista vê apenas os efeitos imediatos e que dizem respeito apenas a uma parcela da população. Já o bom economista observa os efeitos de longo prazo e como afetará toda a sociedade.
E infelizmente a filosofia ‘daquilo que só se vê’ rege a maior parte de nossas instituições econômicas.

Vou citar aqui outra parábola de Bastiat. Não me canso delas! Não são incríveis?

o Senhor Proibildo (Monsieur Prohibant), que convertia em ferro os minerais encontrados em suas terras, vê os belgas oferecerem ferro aos franceses por um preço mais baixo do que o seu. Antes cobrava-se 15 francos pela unidade de ferro, mas, como os belgas vendiam a apenas 10, Proibildo viu-se obrigado a vender pelo mesmo preço.
Assim, com o argumento de melhorar a economia nacional, Proibildo vai até os legisladores e propõe a proibição do ferro belga na França. Recebendo 15 francos ao invés de 10, ele enriquecerá mais rápido, aumentando sua indústria e oferecendo trabalho a franceses. Isso é o que se vê.
Mas o que não se vê é que o nosso já conhecido pai de família Jacques Bonhomme gastará 15 reais pelo ferro ao invés de 10. Ora, se ele gastasse apenas 10, sobraria 5 para gastar com alguma outra indústria, um livreiro, por exemplo.
Assim Bastiat termina o capítulo: “Moral: violentar não é produzir, é destruir. Oh! Se violentar fosse produzir, nossa França seria mais rica do que é”.

O mais incrível de tudo isso, e mais triste também, é que Bastiat passou a escrever sobre economia apenas aos 43 anos, apenas 6 anos antes de falecer aos 49 anos por causa de uma tuberculose.

Imagina o que ele poderia ter produzido se tivesse começado mais jovem ou se não tivesse morrido tão cedo!

Então lembrem-se: quando falamos de economia, precisamos analisar o que se vê, mas, mais importante ainda, não podemos esquecer do que não se vê, mas se deve prever.

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